Exames

O que é?

Uma cirurgia que aumenta a competência do esfíncter uretral (mais conhecido como válvula, responsável pela continência urinária), através da colocação de uma fita sintética na uretra média que exerce pressão sobre esta região, tornando os escapes urinários mais difíceis de ocorrerem. 

Para quem?

Mulheres que percebem escapes de urina na roupa íntima quando se submetem a atividades físicas (corrida, pulo) ou por esforços do dia a dia (espirros, tosse, ato sexual). Uma avaliação ginecológica e urológica deve ser realizada e um estudo urodinâmico pode ser necessário.

Quais riscos?

Os riscos de uma cirurgia são variados e incluem de reação anestésica, até sangramentos e dores residuais sequelares pela manipulação cirúrgica. A literatura descreve como complicações, sensações de incômodo miccional (por ardência ou por sensação de esvaziamento incompleto) como possíveis nestas pacientes. O fato pode estar relacionado com a sensibilidade uretral à fita ou a presença de fluxo urinário turbulento. O manejo destes sintomas pode ser difícil, com resultados insatisfatórios. Uma cistoscopia deve ser realizada para afastar possibilidade de migração da fita para o interior da bexiga ou da uretra. Tal fato está associado a reação do organismo do paciente com o material sintético da fita e ainda não pode ser previsto. No mais, os resultados positivos após 10 anos de cirurgia alcançam mais de 70 % de continência.

O que é?

Uma tecnologia que permite a visualização do cálculo (mais conhecido como pedra) com a possibilidade de fragmentação e retirada com pinças dos fragmentos residuais. O acesso é feito através da uretra (canal urinário) e o trajeto inclui a bexiga, o ureter e os cálices renais (interior dos rins). A fragmentação é realizada pela pulverização de uma luz de laser em contato direito com a superfície do cálculo. Um cateter duplo j (um dreno) pode ser necessário ao final do procedimento, como forma de tratamento pós-operatório, e o mesmo deve ser retirado em procedimento posterior a ser programado.

Onde é feito?

Em sala de centro cirúrgico hospitalar devido a necessidade de serviço de anestesia e de infraestrutura hospitalar para maior segurança do paciente.

Para quem?

Pacientes com diagnóstico por tomografia ou ultrassom de cálculo em vias urinarias (bexiga, rins ou ureter). O paciente pode estar com ou sem cólica (dor) no momento do diagnóstico. Crianças podem necessitar de equipamentos infantis, nem sempre disponíveis em todos os serviços de urologia. Normalmente são necessários mais de um procedimento cirúrgico em casos de cálculos muito grandes e de difícil localização na via urinária, em grandes dilatações com infecções e em cálculos múltiplos. 

Quais são os riscos?

Os mais temidos são os de infecção generalizada com risco de morte, perfuração da via urinária pelo aparelho necessitando de reparo cirúrgico aberto com necessidade de incisão abdominal ou lombar e até mesmo não conseguir fragmentar ou retirar todo o cálculo.

Predisposição genética?

Atualmente são conhecidas 5 causas metabólicas que participam do mecanismo de formação de cálculos renais. Juntos eles correspondem a 75% de todas as causas. Exame de urina com coleta de 24 horas e exames de sangue ajudam na pesquisa deste mecanismo e a análise bioquímica do cálculo pouco contribui pela sua baixa especificidade. Estudos em serviços de transplante multivisceral,  tem relatado dados importantes em pacientes com antecedente de cálculos renais e que necessitam de acompanhamento em serviço de transplantes (ainda em pesquisa) da forte relação entre a absorção intestinal na gênese deste mecanismo, visto que, ao contrário dos pacientes de rim transplantados, os com novo intestino tem incidência reduzida na formação de novos cálculos.

Estamos estudando cada vez mais os vírus e os seus mecanismos de ação. O HPV (papiloma vírus humano) é uma doença sexualmente transmissível e que pelo fato de ser pandêmica, sem cura e com vários pacientes assintomáticos, é de difícil determinação de rastreamento da transmissão, ou seja, aquela velha pergunta “de quem eu peguei essa doença?” está longe de conseguir ser respondida. Assim como na COVID19, a vacinação vem sendo a principal estratégia, e já existem vacinas disponíveis na rede pública para crianças e pré-adolescentes. A principal preocupação nestes pacientes é com o câncer de pênis e de colo de útero. Sabe-se que estes vírus alteram o DNA das células da pele causando proliferação celular descontrolada e o resultado é a deposição desordenada com formação de uma verruga no pênis ou na vulva, (grandes e pequenos lábios) e ulceração ou ferida, na delicada pele do colo do útero. Essa alteração do Dna pode malignizar, por isso o tratamento visa a cauterização para a destruição destas células.

Este procedimento é realizado com anestesia local e com um eletrocautério.  É aconselhado ao paciente não ter relações sexuais até a cicatrização completa com a intenção de evitar infecções. Marcas ou cicatrizes podem ficar na pele decorrentes da cicatrização e novas lesões podem reaparecer no mesmo lugar ou em lugares diferentes. Cuidados com a imunidade, relação sexual protegida com o uso de preservativos e a vacinação da população em idade pré-adolescente, são as principais estratégias de combate à doença. E se você tem a doença, não se desespere. Como existem casos hospedeiros assintomáticos, o único método de saber se sua parceira é portadora é através do exame de PCR virus Hpv, porém há chances deste teste não detectar 100% dos casos porque várias variantes do HPV surgem a cada ano, mas os testes não incluem todos. Esse dado associado ao alto custo do exame e a não cobertura pelos planos de saúde, torna essa estratégia pouco viável. Como não há antiviral para tratamento, pouca será a vantagem em saber quem está com HPV. O aconselhável é assumir a certeza de que qualquer pessoa pode ser portador deste vírus, que isso não vai limitar uma vida regrada em casal, desde que a busca ativa e frequente ao médico seja realizada para rastreamento e tratamento das lesões.

O que é?

Remoção da parte fechada ou estreitada da pele que recobre a cabeça do pênis, como forma de permitir sua exposição, antes impossibilitada pela barreira que a pele fazia. 

Para quem está indicada?

Pacientes com fimose ou grave estreitamento do prepúcio (pele que recobre a cabeça do pênis) para que a higienização possa ser realizada. Em alguns casos estes pacientes podem se beneficiar de redução de infecções urinárias por melhora na higienização e no fluxo urinário.

Fimose e estreitamentos prepuciais tem causas?

As mais conhecidas são a fimose congênita (de nascimento) presentes em crianças e as adquiridas (geralmente em adultos) onde diabetes, infecções fúngicas recorrentes e doenças de pele (como o líquen simples crônico) são os mais frequentes.

Existem riscos?

A cicatrização inadequada com formação de quelóide (uma cicatriz proeminente) pode acontecer. Se a intensidade for muito grande, uma nova cirurgia pode ser necessária. Infecção, hematoma e rompimento precoce de alguns pontos também podem ocorrer. A esclerose de meato uretral pode ser a principal causa de não melhora do jato miccional e necessitar de meatoplastia. Já a necrose de pênis, trombose das veias do plexo dorsal e lesão uretral, são menos frequentes (e com poucos dados na literatura), apesar de mais graves.

O que é a hiperplasia prostática?

A hiperplasia prostática benigna é definida como a proliferação das células prostáticas em consequência do nosso envelhecimento. Ela pode ser acelerada pela obesidade abdominal, predisposição genética (antecedente familiar) e uso de hormônios anabolizantes. Normalmente é percebida no toque retal, mas melhor quantificada no ultrassom de próstata, onde se pode medir o seu tamanho e observar dados como compressão de bexiga. Ela pode ser assintomática, mas geralmente os pacientes apresentam sintomas como perda de força do jato urinário, ardência miccional, e aumento da frequência urinária. O tratamento pode ser medicamentoso e de uso contínuo ou cirúrgico. 

Por que tratar?

Quando não tratada esta condição pode levar a sangramento urinário ( por compressão dos vasos prostáticos), retenção urinária aguda ( com necessidade de ida ao pronto socorro para passagem de sonda uretral) e infecções urinárias de repetição ( devido a represamento de urina na bexiga) e até insuficiência renal crônica dialítica.

Como é feita a ressecção?

Realizado em centro cirúrgico, sob anestesia e em ambiente hospitalar, o paciente fica deitado em uma cama e através do seu canal urinário um aparelho endoscópico percorre a uretra indo do pênis até a bexiga. No meio do caminho está localizada a uretra prostática e normalmente é visualizada a compressão deste canal urinário pelos lobos (paredes) da próstata. Com o auxílio de alças ligadas a um eletrocautério, inicia-se sob visão de vídeo, a raspagem das porções da próstata que comprimem o canal urinário até que este permaneça com o aspecto tubular original. Por fim é passado uma sonda vesical para ajudar na cicatrização do canal urinário e evitar a formação de coágulos.

Quais são os riscos?

Sangramento e raspagem incompleta podem ocorrer principalmente em próstatas muito grandes ou muito inflamadas. Cicatrizações inadequadas que estreitem o canal podem ocasionar uma condição que chamamos estenose de uretra, que pode necessitar de uma correção cirúrgica posterior. Riscos mais graves como perfuração de bexiga e lesão do meato ureteral podem acontecer, mas são menos comuns. O resultado na remissão dos sintomas pode não ser completa, e novos exames devem ser solicitados nestas condições. É importante alertar que a hiperplasia é uma condição do envelhecimento e de crescimento contínuo. Por este motivo, mesmo os pacientes operados podem evoluir com aumento da próstata operada por esta técnica. Logo submeter-se a ressecção endoscópica da próstata não previne o paciente de uma nova cirurgia futuramente. Tudo vai depender da velocidade de crescimento, que é individual. Os benefícios desta técnica residem em ser menos invasiva, portanto, em média com menos tempo de hospitalização e recuperação, quando comparada com cirurgias abertas. 

Para que serve?

É um método anticoncepcional masculino cirúrgico e ambulatorial para casais que já tenham constituído prole e não tenham mais intenção de ter filhos. 

Como é feito?

Através de uma anestesia local uma pequena incisão mediana ou duas laterais (uma de cada lado) é realizada na região escrotal para a exposição do deferente (canal que conduz o espermatozoide do testículo ao pênis), onde ele é seccionado (cortado) e as extremidades são amarradas. Uma sutura é realizada na pele com pontos absorvíveis (que soltam sozinhos conforme a pele cicatriza). O incômodo ou a dor é mais frequente quando a anestesia é realizada e de forma geral é bem tolerada.

Como é o pós-operatório?

Pede-se para não fazer esforço no dia da cirurgia e a depender da atividade de trabalho do paciente, por mais dias. A atividade sexual deve ser retomada após a cicatrização, porém com anticoncepção. Um espermograma deve ser colhido com 30 dias e analisado pelo médico visto que podem ser necessários exames adicionais e mais espaçados de espermogramas em alguns casos. Normalmente analgésicos e antibióticos podem ser necessários. O sêmen diminui de volume em 30 a 40%, mas curiosamente apenas 50% dos pacientes percebe ou relata isso. Dores testiculares recorrentes podem ocorrer e persistirem caracterizando epididimite crônica, necessitando de anti-inflamatórios. Em casos extremos de recorrência e intensidade dos sintomas, uma epididimectomia (cirurgia para retirada do epidídimo) pode ser necessária. Esta taxa é de 1/ 1000 cirurgias.

A cirurgia é 100% segura?

É importante salientar que a vasectomia não é 100% segura. Existem trabalhos americanos com seguimento de casais com mais de 20 anos de pós-operatório onde os maridos engravidaram a esposa por recanalização espontânea. Esse índice é de 1/2000 pacientes vasectomizados engravidam suas esposas apesar da cirurgia. Não existem exames que previnam este risco, nem mesmo o espermograma anual.

Quais são os riscos?

Além da epididimite e da recanalização espontânea, existem pacientes que não zeram o seu espermograma após a vasectomia sem causa identificada até o momento.  Já os riscos relacionados com a fase inicial pós operatória são os de qualquer cirurgia , infecção, hematomas e abertura precoce dos pontos, que podem ou não necessitar de uma nova cirurgia.

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